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O Gigante
Vens a terra, ó gigante
Pleno e vasto em sua obsessão
Carrega o medo do mundo nas costas
E o medo de si no coraçãoAmores lhe foram perdidos
Amargou do mundo com sua decepção
Vens a terra, ó gigante
Vasto é seu desejo pela ascensãoExplorou mundos de todos
Sem nunca sair do lugar
Estima-te muito,
Mas nunca te põe a falar?Tem tudo ao teu dispor
Mas o mundo por nada parar
Grandes e belas ideias
Sem nada pelo que esperarEscondido no eu
Foi ali que se encontrou
Obelisco de gelo e fogo
A paz em si achouAgora paga teu preço
E ergue-te uma vez mais
Vens a terra, ó gigante
Entendas do que é capazGuilherme A. D. De Matos
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Yin-Yang. Um símbolo que eu sempre adorei mas que só agora começo a entender o significado. Costumava pensar que era uma representação do bem e do mal sob um ponto de vista mais profundo e menos power-rangeriano. De certa forma esse significado não está errado, mas o símbolo abrange muito mais do que isso.
A começar pela origem. Yin-Yang é um símbolo de fundamental importância na cultura tradicional chinesa. É uma representação do equilíbrio de todos os opostos que se complementam, formando uma harmonia essencial para a existência. Em outras palavras, representa dois aspectos quaisquer (ideias, objetos, sabores de chiclete, etc) que se opõem mas também que perdem significado sem a presença do outro. O bem e o mal são assim, pois não existiriam pessoas “boas” se não existissem pessoas “ruins”. Mas isso também pode ser aplicado em frio e calor, luz e sombra, capitalismo e comunismo, 7 Belo e Halls preto e mais uma infinidade de exemplos. O Yin-Yang não faz juízo de valor, meramente representa a união harmônica dentro de uma dualidade, que pode ser tão simples ou complexa quanto a vontade de quem o emprega. E a minha vontade é de empregá-lo em cada decisão importante a ser tomada.
Por decisão importante eu me refiro a qualquer questão que tenha, no mínimo, duas opções drasticamente diferentes e que irá muito provavelmente afetar o curso da minha vida e/ou da vida de pessoas significativas para mim. Portanto, cada opção deve ser muito bem analisada. Nessas horas, aplicar o Yin-Yang é a melhor tática. Há muito tempo se tornou um clichê dizer que toda questão tem dois lados. Isso qualquer um aprende na primeira aula de Auto-Ajuda 1 da grande universidade da Vida (ok, deixa eu colocar o Pedro Bial mode em off agora…). O Yin-Yang deve ter sido a origem desse clichê, pois ambos os lados estão inseridos em seu desenho. Mas a análise fiel e verdadeira do desenho leva a um conceito muito maior do que esse ensinado pelo seu tio bêbado na festa de natal, logo após o mesmo ter feito a piada do “pavê” pela terceira vez em meia hora.
Primeiro, a simetria. O Yin-Yang não é um desenho artístico, é um desenho matemático. Se feito corretamente e colocado em um plano cartesiano todos os pontos de cor preta corresponderão perfeitamente aos de cor branca. Assim, um nunca excederá o outro, simbolizando que na verdade não existe realmente um lado melhor ou pior, ambos são iguais e merecem um julgamento livre de qualquer preconceito para que se chegue a uma decisão verdadeira.
Segundo, o círculo preto e o círculo branco. Cada lado possui uma pequena representação do lado oposto dentro de si. Superficialmente, isso significa que não existe um lado totalmente puro, afinal ambos são passíveis de uma análise crítica sobre seus pontos fortes e fracos. Agora, analisando mais profundamente, vemos que a coisa não é tão simples assim. A manifestação do oposto, por menor que seja, sugere que cada lado contém sua própia dualidade. Ao optar por qualquer um deles nós estaremos gerando uma situação que cedo ou tarde culminará em outra questão tão complexa quanto a anterior, pois a semente dela já estava inserida na escolha inicial.
Exemplo - Digamos que, para ir a uma festa, você tenha duas escolhas: carro ou carona. Você escolhe o carro e, quando chega lá, tem outra decisão a tomar: beber somente refrigerante ou alguma coisa com álcool também. Pelo fato de você ter escolhido o carro essa decisão aparentemente trivial ganha uma importância muito maior. Agora, digamos que escolheu a carona. Você pode beber a vontade, mas no meio da festa seu amigo(a) decide ir embora. Novamente, uma decisão: sair mais cedo com ele/ela ou ficar mais tempo e achar algum outro jeito de voltar para casa. Uma decisão que não existiria se não tivesse escolhido a carona. Esse é apenas um exemplo banal, mas como falei anteriormente o conceito de Yin-Yang pode ser aplicado nos mais diversos níveis de complexidade.
Terceiro e último: a fluidez. Coloquemos um eixo exatamente no centro do desenho e imaginemos ele girando no sentido horário. O que podemos ver é que a parte maior de um lado está sempre fluindo em direção a parte menor do outro, sem que haja qualquer espaço entre eles. Um gera o outro, em um ciclo sem fim, mostrando a dependência mútua que possuem. Sem um, o outro está fadado a girar no vazio para sempre, sem nenhum significado. É uma simbolização da complementação mencionada anteriormente.
Essas três características fizeram com que um desenho extremamente simples passasse a representar toda uma nova maneira de lidar com a vida, pelo menos para mim.
Bom, acho que vou ficar por aqui. Poderia discorrer mais sobre o significado original dos nomes, das forças da natureza e blá, mas não sou nenhum versado em cultura chinesa e esse nem é meu objetivo aqui. Só quis demonstrar um pouco do jeito como vejo (ou tento ver, porque não é tão fácil) a vida, principalmente no âmbito da tomada de decisões, que é algo incrivelmente complicado para uma grande parcela da população mundial. Espero ter ajudado :)
Paz
Guilherme Matos
Fonte: http://fisicaculturafotos.blogspot.com/2011/11/diagrama-de-taiji-ying-yang-as-forcas.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Yin-yang -
Que a sua viagem seja boa até que chegue ao seu destino
Guilherme Matos -
Uma Conversa sobre uma tal de Vida
- Então, como conheceu ela?
- Ela?
- A Vida. Como a conheceu?
- Ah, sabe como é…
- Sei?
- Não… bem… nem eu…
- E aí?
- Ah cara, tipo, um monte de gente me ajudou. Meus pais, professores, amigos, minhas bandas favoritas, meus autores favoritos, enfim, toda essa gente… eles sempre disseram que a conheciam, e apresentaram ela para mim.
- Ok, mas eu não perguntei quem te apresentou, perguntei como a conheceu.
- E não dá no mesmo??
- Não. E outra, essas pessoas que dizem conhecer a Vida, como sabe se é verdade?
- Por que mentiriam para mim?
- Talvez mintam para si mesmos.
- Por que diz isso??
- Porque todos esses que mencionou, e mais um monte de outros, afirmam conhecer tudo sobre ela, o que ela é e o que representa, até que ela faz alguma coisa inesperada e todo o conceito que eles tinham dela muda. Essa Vida, é de fato um ser surpreendente.
- Conhece ela?
- Não tanto quanto gostaria, mas sim.
- Como sabe?! O que te faz pensar que é diferente dos outros, eim?
- Não penso que sou diferente dos outros, penso que todos são diferentes de todos. Agora, se a sua pergunta na verdade foi o que eu tenho a mais, minha resposta é nada.
- Se não tem nada a mais então por que diz saber mais dela do que tantos?
- Eu não sei. E também não acho que todos os outros estejam errados, não foi isso que eu disse. Aquilo que sei qualquer um pode saber, não tem nada de especial. Agora, me diga, como faz para lembrar do rosto dela?
- Do rosto? Bem, eu me lembro de cada um que apresentou ela para mim e então construo uma imagem com isso.
- E todas as peças encaixam?
- Não exatamente… mas para mim é o bastante.
- Bem, eu também tive contato com pessoas que tentaram apresentá-la à mim, mas não demorou muito e eu percebi que, se quisesse conhecê-la de verdade, teria que encará-la de frente, e foi o que eu fiz.
- Eeeee…?
- Ela tem o rosto mais feio e assustador que eu já vi. Chorei e sofri muito depois que a encarei. Mas então o tempo passou e lentamente fui me acostumando com aquela face horrenda, até que pude olhar em seus olhos e ver o quanto são profundos. Profundos demais para eu poder julgar se ela é boa ou ruim.
- Eu não vejo isso quando lembro do rosto dela.
- Isso porque só a vê através da descrição de outros, que provavelmente pensam que a conhecem tanto quanto podem. Além de surpreendente, ela também é um ser sútil, impossível de se descrever.
- Gosta dela?
- Não gosto nem desgosto. Eu te disse, também não conheço tudo sobre ela. Vida pode me beijar, pode me dar um tapa na cara e, ás vezes, pode até mesmo fazer os dois ao mesmo tempo, não tem como saber.
- Não gosto muito dessa sua visão dela. A minha é mais… mais…
- Mais simples? Mais fácil? Mais bonita? Com certeza.
- Se sabe então por que vê de outro jeito?
- Porque é mais verdadeira. Agora eu preciso ir - levantou-se.
- Espere! Só mais uma pergunta. Sabe quem são os pais dela? Quem a criou?
- Ora, as Escolhas, quem mais? A Vida nasceu das Escolhas. Agora, sabe quem deu nascimento as Escolhas?
- Não.
- Você.
E com isso, Homem/Mulher prosseguiu em direção ao seu destino, com Vida ao seu lado, enquanto Você permaneceu ali, sentado e pensando.
Talvez Você levante, talvez não.Guilherma A. D. de Matos
Mario A. D. de Matos
Andresia M. D. de Matos -
Finalmente achei essa música. Gracias internet e um tal David.
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Sobre Heróis e Vilões
Há poucos dias atrás eu e minha namorada terminamos Megaman 3, a boa e velha versão do Game Boy Color. Enquanto passávamos pelo divertido sofrimento que toda fase final de um game deveria ter decidi contar para ela um pouco da história da série Megaman, principalmente o arco “X”, que figura entre os meus favoritos. Mas como eu contando uma história ao vivo sou mais desinteressante do que 5 minutos de TV Senado achei melhor escrever um resumão da série em um futuro próximo para ela ler.
(E sim, existe um canal chamado TV Senado. Aqui em casa é o 4. Recomendo para todos os estudantes de Direito, aspírantes a políticos e aos que sofrem de um grave caso de insônia).
Contudo, esse texto não é sobre a obra Megaman, mas sim sobre algo que ela e incontáveis outras obras trazem: o herói e o vilão. Esse dualismo foi, é e aparentemente sempre será incansavelmente explorado por todo o ramo do entretenimento artístico, principalmente cinema e videogames. Até aí sem problema, afinal é o que o público gosta e quase sempre há uma lição de moral inserida no cerne desta eterna batalha. Porém, quando tentamos levar isso para o mundo real, as coisas são um pouquinho mais complicadas.
Não estou falando apenas do mundo não estar dividido em branco e preto. O mundo possui milhares de cores, mas esse é um conceito que só pode ser completamente compreendido através da vivência e ler sobre ele, acredito eu, só te leva até certo ponto. Uma questão muito mais importante é o fato de essas obras te OBRIGAREM a escolher o lado do herói sem praticamente nenhum conhecimento profundo sobre ele. Só sabemos que o herói é do “bem” e o vilão é do “mal”, and that’s it. Você torce para o herói apenas porque é a escolha mais simples e fácil de se fazer. Afinal, ele é o cara corajoso, forte, inteligente, destemido e altruísta, então automaticamente vamos desejar o seu sucesso. Porém, todos os adjetivos que acabei de escrever podem ser compactados em um só: confiável. A verdade é que as pessoas estão sempre procurando outras em quem possam confiar e determinou-se que todas aquelas qualidades pertencem aos mais confiáveis. Não funciona assim no nosso mundinho sólido.
Essa coisa do herói ser o cara com um caráter impecável foi tão macetada em nossa cultura que passamos a procurá-la em todos, desde nossos ídolos até nossos famíliares, e o menor sinal de “falha” nesse caráter já é o suficiente para transformar aquela pessoa a qual admirávamos no “vilão” da história. Procuramos essa “bondade” sem limites nos outros porque não conseguímos achá-la em nós mesmos. Não conseguímos ser nossos própios heróis, e é exatamente nesse ponto que eu queria chegar.
Veja bem, os vilões do mundo real não são aqueles associados com o “mal”. Pode perguntar para dez mil pessoas a qual lado elas pertencem e dúvido você achar duas que digam com convicção “eu sou do mal”. Não, no nosso planeta azul todo ser humano é do “bem”, pelo menos segundo sua própia visão. Então quem são os vilões? Os vilões são justamente aqueles que os heróis deveriam proteger: os fracos. Essa eterna e emocionante propaganda da cultura dualista, ou seja, os confrontos entre o bem e o mal, transformou o ato de demonstrar sinais de fraqueza em uma espécie de pecado. Está cada vez mais difícil admitir que é difícil (a vida). Criou-se a ilusão de que todos têm que estrar preparados para tudo a todo momento. Não existe mais um voltar atrás, um tempo a mais, uma segunda chance. Nossos heróis têm que ser 100% heróicos porque nós mesmos jamais conseguíremos.
E o que isso gera afinal? Gera uma repressão, tanto internta quanto externa, daquilo que nos torna humanos. A humanidade perde a si mesma quanto mais tenta tornar-se boa, correta e perfeita. A base de todo ser humano não deveria ser aumentar suas forças, mas sim diminuir suas fraquezas. Nossas forças nos ajudam a lidar com o mundo, mas são nossas fraquezas que nos mantém acordados até as 3 da manhã de uma quarta-feira. Negá-las em favor de um ideal jamais será a solução. O que podemos fazer, devemos fazer, é buscar dentro de nós mesmos, quando possível, um caminho para superar nossos medos, angústias e fraquezas; e o primeiro passo desse caminho é admitir que tudo isso existe, faz parte de você e não te transforma em vilão. Só assim para descobrirmos o herói dentro de cada um.
Guilherme Matos
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O Que É Dormir?
Para o cansado: Útil
Para o descansado: Inútil
Para as pessoas diurnas: Escuridão
Para as pesooas noturnas: Luz
Para o artista: Uma pausa nas ideias
Para o cientista: Uma pausa nas descobertas
Para o engenheiro: Uma pausa nos planos
Para o médico: Uma cura para a mente
Para o lutador: Uma cura para o corpo
Para o desiludido: Uma cura para o coração
Para o bebê: Normal
Para os pais desse bebê: Raro
Para os pés: Alívio
Para a cama: Pressão
Para o tranquilo: Casualidade
Para o estressado: Privilégio
Para a criança: Perda de tempo
Para o velhinho: Ganho de tempo
Para o solitário: Tristeza
Para o casal: Contentamento
Para os animais: Instinto
Para o ser humano: Razão
Para a realidade: Sonhos
Para os sonhos: Realidade
Para mim: Um textoGuilherme A. D. de Matos
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Vida
Haveremos de nos encontrar
Após final de batalha
Haveremos de nos ver
Após Guerra e Paz encerrada
Haveremos de nos conhecer
Após nosso afastamento
Haveremos de nos encantar
Após mais longo lamento
Haveremos de nos entristecer
Após memórias perdidas
Haveremos de nos pular
Após saradas feridas
Haveremos de nos gritar
Após liberdade do belo
Haveremos de nos dançar
Após melodia do melro
Haveremos de nos cantar
Após composta a balada
Haveremos de nos sorrir
Após felicidade compartilhada
Haveremos de nos consertar
Após criança do passado
Haveremos de nos erguer
Após medo derrotado
E Haveremos de nos viver
Após esperança ter se levantado
E voadoGuilherme A. D. de Matos
Fernanda da Silveira Malacarne -
Esperança
Existe… já quis não existir
Olha… e vê… quer esconder…
Já tentou esconder… dói, machuca
Indo e voltando… indo e voltando…
Ama
Ama por que dói ou dói porque ama?
Já soube. Não, nunca.
Negou a verdade, e por isso sangrou
Criou a mentira, e o medo soltou
É puro. É simples. Já se deixou levar
Quer retornar
Bem? Mal? Amor
Voltando para casa, coração
Cicatrizando… remendando… completando…
Árdua batalha
Asa negra escamosa do lado direito
Asa branca plumosa do lado esquerdo
Quer voarGuilherme A. D. de Matos
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Medo
Criatura gigante
preta e fumacenta
Maior do que devia
Sempre com sede
Sabe o que quer e está onde está
Diminui… aumenta… volta…
diminui… aumenta… volta…
Chacal dos sonhos perdidos, ruins
e das falsas verdades, criadas
Forte… grande… mudo
Arrancou (os) olhos e ouvidos
Ainda bafeja
Quer reinar soberano
Esmagando… esmagando… trucidando…
Esqueletos de asas em suas costas
GarrasGuilherme A. D. de Matos
